Al Massjid Al Aqsa – A verdadeira. E os planos de sua demolição. Parte 1
Algumas pessoas confudem a Mesquita de Al-Aqsa com a Cúpula do Domo da Rocha (Masjid Qubbat As – Shakrah). Além do interesse religioso, a vistosa cúpula dourada é parte da paisagem de Jerusalém e patrimônio da humanidade reconhecido pela UNESCO. A Cúpula da Rocha recebeu este nome devido ‘a grande rocha circunscrita a ela, protegida no interior da mesma. A iniciativa de confundir as duas mesquitas ( A do Domo da Rocha, (com a cúpula dourada) e a de Al Aqsa (com a cúpula prata), visa escamotear as pretensas atividades de cunho “científico” perpetradas por Israel, que visam tão somente o enfraquecimento da estrutura da Mesquita Al Aqsa, quiçá seu desmoronamento.
As escavações israelenses
Sob a alegação “escavações arqueológicas” e protegidos pelo exército, os israelenses conduzem operações que até agora conseguiram demolir uma ponte de madeira e um morro entre outras ações. Usando de violência contra civis, e impedindo o acesso de muçulmanos ‘a area, o estado de Israel foi denunciado por suas atividades pelo observador da ONU para a Palestina, Dr. Ryad Mansour, o qual em relato ao conselho de segurança das nações Unidas descreveu as ações israelenses como: violação perigosa das obrigações sob a lei humanitária internacional e diversas resoluções do Conselho de Segurança”. Segundo o Dr. Mansour : “As forças de ocupação de Israel mais uma vez provaram a sua falta de respeito ao povo palestino e aos locais sagrados do islam, inclusive interrompendo as orações da sexta-deira”. Segundo outro observador da ONU, Dr. Muin Shreim : ” A ocupação israelense tem o objetivo de expandir a colonização e implementar a judaização de jerusalém. com o apoio de grupos de colonos judeus “fanáticos”.
A Mesquita de Al Aqsa situa-se na cidade de Jerusalém, na área da cidade antiga, na parte Sul do Haram Al Sharif ( “Nobre Santuário”), lugar de suma importânica para o Islam depois de Makka e Medina. Possui capacidade para 5.000 pessoas. O nome Al Aqsa traduz-se como “mesquita distante” e alude ao Qur´an (Corão) quando é descrita a viagem noturna do Profeta (sws), de Makka á Massjid al Aqsa (Al Isra), ascendendo aos céus a partir deste ponto (Al Miraj). A estrutura atual da mesquita remonta ao séc. XI. Sua cúpula é folheada a prata. Construída pelo califa omíada Abd al-Malik ibn Marwan, que também ordenou a construção da “Cúpula da Rocha” no final do século VII. Sobre o local onde foi construída havia uma pequena mesquita do tempo do califa Omar Ibn Khattab (as). Em 705 já se encontrava pronta. Em 748 é reconstruída pelos califas abássidas, Al Mansur e Al Mahdi. Sendo que em 1035 é reconstruída pelo califa fatímida Al Zahir pelo mesmo motivo. A estrutura serviu como palácio e depois como quartel pelos cruzados até a reconquista efetivada por Salahudin (“Saladino”), doando o mesmo um mimbar (“púlpito”), ocasião em que retoma a estrtura sua função como mesquita. Entre 1938 e 1942 a mesquita foi alvo dos últimos grandes trabalhos de restauração. Em 1969 o turista australiano, cristão, Michael Dennis Rohan, lançou fogo ‘a mesquita, provocando danos como a destruição do mimbar doado por Salahudin. Quando em 1967, mediante a invasão israelense, a administração de toda a estrutura permaneceu nas mãos dos muçulmanos.
Conforme Gershon Salomon, líder dos “fiéis do Monte do Templo” : “Eu creio ser essa a vontade de Deus . Ela ( Al Aqsa) deve ser retirada. Devemos como sabem remove-la. E hoje temos todo o equipamento para fazer isso, pedra por pedra, cuidadosamente e embala-la e enviando-a de volta para Meca, o lugar de onde veio” (citado em Patti Lalonde, “Building the Third Temple”, Bible Prophecy Magazine, abril de 1995, p. 22. )
adaptado da revista Makka Al Mukarama n. 115 maio 2007, exceto a citação ‘a Gershom Salomon.
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